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Agroindústria de chocolate poderá atender 23 assentamentos no Sul e Baixo Sul

Uma agroindústria com capacidade para produzir 500 quilos de chocolate e quatro mil quilos de achocolatado em pó, ao dia, pode ser implantada no assentamento Paulo Jackson, no município Ibirapitanga, no território de identidade do Baixo Sul da Bahia. Trata-se de um investimento do Programa Terra Forte da ordem de R$ 6,7 milhões.
A iniciativa deve atender 990 famílias assentadas, produtoras de cacau, de 23 assentamentos, localizados em 13 municípios no Sul e Baixo Sul do estado. Em fevereiro, os agentes do Programa Terra Forte irão realizar um processo de análise qualitativa do projeto para, posteriormente, caso aprovado, o contrato seja assinado.
Para isso, a associação do assentamento já deu entrada na papelada para se tornar uma cooperativa. “A expectativa é de que em um ano, após o início das obras, a agroindústria esteja pronta”, explica o agrônomo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Julio César Campos, que foi um dos autores do projeto.
Campos conta que os recursos serão aplicados na construção da estrutura física da agroindústria, na aquisição de máquinas, equipamentos, móveis, utensílios e veículos. Além disso, o projeto prevê capacitação para os trabalhadores cooperados e, ainda, um ano de assistência técnica.
“A intenção é de que com uma assessoria técnica dirigida ocorra uma melhora na produtividade cacaueira e a ampliação de lavouras”, acrescenta o agrônomo.
Os assentamentos a serem contemplados pela agroindústria do chocolate do Paulo Jackson somam dois mil hectares de áreas plantadas com lavouras cacaueiras.

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