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GUARATINGA: Mulher gravida de 9 meses conta que foi obrigada a descer do ônibus na BR 101

Constrangimento e revolta é tudo que está passando a jovem Cristiane Silva Araújo, 22 anos de idade. Ela está gravida de 9 meses e conta que foi obrigada a descer do ônibus da Expresso Brasileiro, na margem da BR 101, sentido Itabela a Eunápolis. A gestante registrou boletim de ocorrência na delegacia de policia civil da cidade de Guaratinga. O fato aconteceu na última terça-feira (22), quando a jovem entrou no ônibus no povoado de Monte Alegre no município de Guaratinga e pretendia chegar à cidade de Itabela, onde iria passar por exame de pré-natal.

Cristiane conta que ao sair do povoado de Monte Alegre informou ao cobrado que estava sobre efeito de medicamento por conta da gravidez e pediu para o cobrador acordá-la quando chegasse a Itabela, porém Ela só foi despertada alguns quilômetros depois de onde deveria descer. Ainda de acordo com Ela, ao ser despertada pelo cobrador foi posta na condição de pagar uma nova passagem para Eunápolis ou descer do ônibus.

“Eu entrei no ônibus no povoado de Monte Alegre. Quando chegou em Guaratinga, passei muito mal,  tomei um remédio, comprei uma passagem para Itabela e avisei ao cobrador que desceria na rodoviária, pois estava indo para o médico fazer uma consulta pré-natal. Então, acabei dormindo. Quando o ônibus já tinha passado de Itabela, o cobrador me acordou para cobrar a passagem para Eunápolis e disse para eu pagar ou eu ficaria na estrada. Eu comecei a chorar e tive que descer na beira da estrada”, Disse a gestante.

Mesmo ciente do transtorno, o cobrador seguiu viagem deixando a gestante na estrada. Depois de algum tempo se molhando na chuva e sentindo dores, Cristiane arriscou uma carona de volta a Itabela. “Eu sentei perto da pista porque estava nervosa e comecei a sentir dores. Um homem estava passando de carro, percebeu meu desespero e me ofereceu carona até Itabela. Espero que isso não se repita com outras pessoas”. Argumentou Cristiane.

Profissionais do ordenamento jurídico, afirmam que este caso se enquadra no artigo 1º, inciso III da Constituição Brasileira que trata da dignidade da pessoa humana e dentro dos códigos de defesa de consumidor. “Se ela não tivesse avisado ao cobrador, que estava passando mal, ele poderia pedir para descer do veículo. Mas como ela avisou que estava sobre efeito de medicamento e que estava grávida, ele não podia obrigá-la a descer do ônibus. Eles teriam que levá-la até outra cidade e buscar embarcá-la em outro ônibus para Itabela”, contou um profissional em direito.

Indignada ela procurou a delegacia de Guaratinga para registrar o boletim de ocorrência por danos morais e falta de prestação de serviço. O espaço no site guarananet.com está aberto a Empresa Brasileiro para os devidos esclarecimentos, bem como aos funcionários que foram citados.

 

Por: Estevão Silva – guarananet.com / Com informações Furo 31

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