Copa 2014

O adeus à Copa como a geração de ouro espanhola merece: vencendo

Era inevitável que a partida entre Austrália e Espanha acabasse sendo mais notada por suas ausências do que suas presenças. Afinal, vejamos: a equipe que é atual bicampeã europeia e (ainda) atual campeã mundial se tornou apenas a segunda na história – depois da Itália em 1950 – a encerrar sua defesa de título eliminada ainda antes do fim da fase de grupos.

E isso tudo sem a Furia contar com Xavi, Casillas e Piqué, e marcando o provável adeus de gente como Xabi Alonso e David Villa. O clima na Arena da Baixada, então, era de despedida e uma certa melancolia – normal para um encontro entre duas equipes já eliminadas, mas potencializado pelo fato de uma delas ser esta Espanha.

Foi assim que um jogo relativamente morno acabou pontuado por um golaço na primeira etapa de Villa – que beijou repetidas vezes a camisa ao tocar de letra para o gol australiano e, ao ser substituído na segunda etapa, sentou no banco de reservas e chorou. Para coroar, o camisa 7 serie eleito o Craque do Jogo Budweiser.

No segundo tempo, mais uma breve amostra daquele mesmo futebol que há anos vem encantando o mundo: bela troca de passes, enfiada de Andrés Iniesta para Fernando Torres na esquerda da área e o toque na saída do goleiro; depois, mais uma tabela envolvente e Juan Mata tocando para o gol.

Com a vitória por 3 a 0, a Espanha dá um adeus digno a uma campanha decepcionante, para dizer o mínimo. E, se as profecias de final de dinastia se confirmarem e esse for o primeiro passo de uma troca de geração, ele ao menos veio como um timaço desses merece: vencendo.

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